A DEMÊNCIA REPRESENTA um dos principais desafios de saúde pública do século 21, com um número
crescente de indivíduos afetados globalmente. No Brasil, estima-se que 1,7 milhão de pessoas acima de 60 anos vivam com essa condição, demandando cuidados contínuos e complexos. A maioria dessa assistência recai sobre os ombros de cuidadores familiares, que, muitas vezes, desempenham tal função sem rede de apoio, suporte de políticas públicas governamentais ou reconhecimento.
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e publicado na
revista Alzheimer’s & Dementia: Translational Research & Clinical Interventions lança luz sobre a realidade desses cuidadores, mapeando seus desafios e necessidades mais prementes. A pesquisa, que ouviu 771 cuidadores, sendo 84% deles não profissionais, oferece um panorama detalhado da vida e das carências desses indivíduos, redominantemente mulheres de meia-idade, que se dedicam integralmente ao bem-estar de seus entes queridos, frequentemente sem qualquer remuneração, apoio ou suporte financeiro.
Leia o artigo completo:

